Bituruna é município destaque no Congresso Paranaense de Cidades Digitais através do Programa Cidade Conectada

25 de agosto de 2014Texto: Imprensa Prefeitura Municipal de BiturunaSecretaria de Administração, Finanças e Planejamento

O uso da tecnologia para aprimorar os serviços públicos e melhorar a vida das pessoas é essencial ao crescimento e desenvolvimento econômico e social dos municípios. Esta foi a grande conclusão da primeira rodada do II Congresso Paranaense de Cidades Digitais, realizada nesta quinta-feira (21), em Curitiba.

O evento, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD), reuniu mais de 170 pessoas, entre gestores públicos, vereadores, prefeitos, empresários e interessados no tema de cerca de 50 diferentes localidades. Durante a abertura do evento, direcionado para municípios da Região Metropolitana de Curitiba, Campos Gerais, Litoral e Sudeste do Estado, a secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Lygia Pupatto, disse que é preciso repensar o conceito de planejamento das cidades. "Quem não entender o que está se passando dentro da sociedade vai perder o trem da história", afirmou ela, destacando que é preciso desenvolver uma "nova cultura democrática que seja transformadora na vida dos cidadãos".

E essa nova cultura passa pela inclusão social e digital, principalmente pelas soluções e investimentos tecnológicos nos serviços ofertados pelas prefeituras à população. De acordo com o diretor da RCD, José Marinho, cerca de 80% dos municípios do Paraná têm menos de 20 mil habitantes. Isso significa, analisa ele, que muitas destas localidades possuem baixo orçamento e que o Congresso de Cidades Digitais, até a etapa final em Foz do Iguaçu, vai buscar apresentar soluções de baixo custo para que os municípios iniciem o processo de construção da cidade digital ou aprimorem àqueles que já implantaram projetos do gênero.

A cidade digital é o instrumento para se corrigir o atraso tecnológico das cidades brasileiras para o surgimento da Cidade Inteligente. A afirmação é do especialista em cidades digitais da UNICAMP, Leonardo Mendes, que apresentou no período da manhã as soluções em torno da infraestrutura de comunicação e governança digital.

“Cidade Digital tem um ambiente de comunicação rápido, onipresente, disponível a todos e que tenha uma série de soluções que interliga o governo e empresas aos cidadãos, colocando todos em contato. É um novo conceito de vivência, de qualidade de vida. A vida natural será melhor aproveitada quando a cidade inteligente liberar tempo perdido das pessoas e dos gestores públicos”, comentou Mendes, citando o uso da tecnologia para acabar com filas, melhorar o nível educacional e dar condições para a criação de uma plataforma de gestão, com registros de informações, já utilizado em muitos países.

Segundo avice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, reforçou durante a primeira rodada do II Congresso Paranaense de Cidades Digitais a importância dada pela prefeitura da Capital ao setor de tecnologia.

Na opinião dela, o acompanhamento de dados é fundamental para a gestão pública, dando referência ao trabalho feito pela prefeitura, por exemplo, nos postos de saúde da cidade, no qual é realizado todo o acompanhamento online dos atendimentos. "Para a administração se integrar com a população e realmente desenvolver os problemas públicos não há outra forma se não se integrar a ela. Não só para transmitir, mas também para ouvir. Hoje quando se trata de desenvolvimento urbano, econômico e social é fundamental que cada gestor tenha as informações da sua cidade", comentou a vice-prefeita.

A Associação das Câmaras, Vereadores e Gestores Públicos do Paraná (ACAMPAR) lançou no Congresso uma iniciativa inédita no país. A entidade passa a fornecer uma minuta de projeto de lei auxiliando os legisladores do Estado e autorizando a implantação em seus municípios de projetos de Cidades Digitais. "Isso vai ajudar para o que os municípios se desenvolvam e melhorem a vida da população. O objetivo da Acampar é fazer com que esse benefício chegue aos municípios pequenos", comentou o presidente da Acampar, José Valmor Martins.

Infraestrutura de Rede e Sistemas - A infraestrutura própria é algo essencial em uma cidade digital. Essa é a visão do professor e doutor, Carlos Carvalho, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo Carvalho, a proposta que o Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL), da UFPR, "O município ter sua própria infraestrutura abre espaço para diversos benefícios como não precisar negociar uma troca anual dos equipamentos e nem da velocidade de conexão. O custo é mais elevado, porém, é um investimento que durará, no mínimo, 40 anos sem necessitar de uma renovação dos equipamentos nesse período", aponta Carvalho.

Outro ponto importante são os softwares livres. Para o professor, "Isso permite um maior controle sobre determinada função, além de criações sem restrição", conclui. "O sistema não exige nenhuma instalação no computador. Basta abrir o navegador, entrar na página do agendador e pronto", acrescenta. O programa, que ainda está em testes, foi reformulado para que possa ainda atuar em diversos outros meios em que se precise de um agendamento prévio.

Seja por questões geográficas ou territoriais, promover a inclusão digital no campo ainda é o desafio de algumas cidades digitais do Paraná. Os exemplos de Ibiporã, Bituruna, Telêmaco Borba e Pinhais, apresentados durante a primeira rodada regional, em Curitiba, do II Congresso Paranaense de Cidades Digitais, mostra que municípios buscam formas para a solução do problema.

Além disso, temas como a criação dos projetos, infraestrutura, melhores escolhas de implantação das propostas, entre outros, foram debatidos durante as apresentações. Pequenas cidades que fizeram grandes mudanças através da implantação do projeto Cidades Digitais.

Com uma população de aproximadamente 15 mil habitantes, Bituruna conta com o programa Cidade Conectada desde 2011. A prefeitura municipal fornece o sinal gratuitamente na zona urbana para a população de baixa renda numa frequência de 256 kbps e ainda uma opção aos moradores que desejam o serviço pago, a um custo baixo por mês pelo sinal de 1 Mb. O projeto é fruto de uma parceria público-privada, um modelo diferente do que geralmente é usado. "Essa parceria garante a sustentabilidade do projeto porque, de acordo com projeto e lei municipal, uma empresa fornece o sinal de internet para prédios públicos, distribui gratuitamente para toda a cidade e, em contrapartida, explora comercialmente para velocidades maiores: 1, 2, 4, 6 Mb", explica Ederson Carlos Cusin, chefe do Setor de Tecnologia da Fundação Mun. De Saúde de Bituruna. "A privatização ofereceu boas opções, como uma melhor qualidade de serviço e a redução dos custos", avalia ele.

Atualmente, mais de 95 famílias são atendidas pelo Cidade Conectada. Para o bom funcionamento do projeto, alguns requisitos de acesso foram criados. Entre eles a de estar em dia com as obrigações tributárias do município e a participação de atividades de cunho formativo, oferecidas pela prefeitura. "O principal objetivo hoje é chegarmos com a inclusão do programa Cidade Conectada ao interior do município, onde enfrentamos alguns problemas como o relevo da cidade", afirma Cusin.

“O Congresso Paranaense de Cidades Digitais é uma grande iniciativa que auxilia os municípios a se tornarem cidades digitais com ideias e investimentos. Hoje, o município de Bituruna serve como exemplo para outros municípios com menos de 20 mil habitantes, pois achou uma maneira de estar levando acesso gratuito a população, mesmo com baixo orçamento. Esse projeto é  de suma importância que permite cada vez mais famílias terem acesso a Internet.” Comentou Danieli Padilha.


 
Compartilhe:

Prefeitura Municipal de Bituruna 2018. Todos os Direitos Reservados.